quarta-feira, março 30, 2011

MAPA DE EXPOSIÇÃO EM CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS

A Anatel instalou centenas de sensores para medição dos níveis de radiação ionizante (RNI) em todo o território nacional, que funcionam 24h por dia, coletando, armazenando e enviando dados em tempo real.

Para consultar:

1 – Acesse o link abaixo

2 – Digite o nome de sua localidade no campo “Informe seu endereço”, como por exemplo: Sao Paulo – SP, Americana – SP, etc

3 – Clique em “Localizar Endereço”

4 – Refine a busca navegando pelo mapa como você faz no Google Maps ou Google Earth até localizar a região desejada

5 – Clique em “Mostrar Medições”

6 – Aparecerão vários símbolos em sua tela, clique em um deles e veja a medição.

Link: http://sistemas.anatel.gov.br/sigwebmaprni/index.zul

ATERRAMENTO ELÉTRICO E RF - SEGURANÇA E VANTAGENS

Pessoal, o assunto é complexo demais para ser resumido em poucas palavras, mas vou tentar “simplificar” alguns conceitos da forma mais breve possível:

Aterramento de rede elétrica é uma coisa, aterramento de antena (aterramento de RF) é outra, aterramento de pára-raios é outra coisa completamente diferente, e nenhum dos três devem ser confundidos entre si!

Aterramento de rede elétrica

No aterramento de rede elétrica, também chamado de “aterramento de segurança”, o que acontece basicamente é termos o neutro da entrada de força aterrado para evitar choques e prevenir danos elétricos nos equipamentos, algo que já deve existir na entrada de eletricidade da residência. Também para evitar choques elétricos, alguns aparelhos eletrônicos também têm suas caixas metálicas ligadas a um fio verde para serem aterrados (em regra, aparelhos que funcionam com tensões altas, como os valvulados).

Para conhecer mais sobre aterramento de rede elétrica, dê uma olhadinha nas seguintes páginas:

Net Saber
Lab Industrial

Professor Potierj

Forum PCs
Music Center
Clube do Técnico (procure por “novidades”e “cursos relâmpago”)
Clube do Hardware

Elétricazine
Micromais
Normas NBR (comentários sobre a norma NBR-5410)

Aterramento de RF

Já o aterramento para RF é outra coisa. Em antenas longwire e verticais sem radiais para as faixas baixas de HF, como 160, 80 e 40 metros, que precisam de um “terra” como retorno de RF, este tipo de aterramento é muito importante, pois faz parte do sistema irradiante, sendo que essas antenas não funcionam sem um bom sistema de aterramento. Como bem explica o Roland, PY4ZBZ, “o aterramento de RF permite que a indutância do fio que vai até a haste de terra seja cancelada na frequência de RF de operação, basicamente por um capacitor variável em série, ou ainda, por um acoplador de antenas adequado. Pode portanto não ter contato DC com o terra, que no caso, deve ser completado pelo terra DC de proteção pessoal”.

O aterramento de RF deve ser feito individualmente, ligando um condutor (de preferência uma tira larga de cobre) do chassi do equipamento até o ponto de aterramento, para evitar que ocorra um “loop” que provoque realimentação de RF. Você deve ligar todos os aparelhos num único ponto de aterramento.

E quando moramos em prédios de apartamentos, como poderemos ter um bom aterramento de RF?

Se não puder ter um bom aterramento, principalmente se residir num apartamento ou num prédio onde não disponha de um quintal, você poderá usar um aparelho chamado “terra artificial” ou “sintonizador de terra”. A Soundy, tradicional fabricante de equipamentos para radioamador, produz um excelente equipamento para essa finalidade, o sintonizador artificial de terra SD-330: Soundy SD-330.

Caso você tenha material adequado e conhecimentos suficientes para montar seu próprio “sintonizador de terra” ou “terra artificial”, aqui vai uma sugestão: Terra Artificial.

Aterramento de pára-raios

Já o terceiro tipo (aterramento de pára-raios) é um sistema de proteção contra raios.

 Serve para “salvar tua vida” contra descargas elétricas da atmosfera (raios). Nesse caso, devemos relembrar que, em regra (observe bem a ressalva!), raios ocorrem do solo para as nuvens e muito raramente das nuvens para o solo (apenas um ínfima fração de raios ocorrem nesse sentido, além dos também raros raios entre nuvens). Por esse mesmo motivo, o pára-raios serve apenas para canalizar um ponto de aterramento eficiente do terra (solo) para as nuvens (vide as palavras grifadas!). Sobre o que é um raio, eis a definição da Wikipédia: Wikipedia (Raio).

O colega Manuel Jesus fez referências a um “aterramento de nível profissional”. Se pudéssemos contar com um pára-raios de tal nível, realmente poderíamos nos sentir um pouco mais seguros. No entanto, um aterramento de pára-raios correto e bem feito não fica por menos do que alguns milhares de dólares, e qualquer “improvisação” nesse sentido é puro suicídio!

Por outro lado, não podemos nos esquecer de que não existem “garantias” em termos de eficiência para pára-raios, sendo que até os mais bem elaborados deles falham, pois descargas atmosféricas podem ter magnitudes imprevisíveis. Prova disso é o fato de raios já terem atingido, por duas vezes (em situações diferentes), a plataforma de lançamento do ônibus espacial Atlantis: Link.

Nas duas respectivas situações, o lançamento teve que ser adiado devido aos danos provocados. Portanto, se nem a NASA, que é um dos mais avançados (senão o mais avançado de todos!) institutos de pesquisas do mundo, consegue ter um pára-raios absolutamente eficiente, o que poderemos dizer de uma “improvisação” de fundo de quintal? Não, não dá pra arriscar!

Alguns exemplos práticos de aterramento:

Apesar de não recomendar a improvisação de um aterramento para pára-raios, aqui estão algumas dicas para fazermos um bom aterramento:

Aterramento 1 (N8SA)
Aterramento 2 (fotos de um bom sistema de aterramento)
Aterramento 3
Aterramento 4

Apenas despreze a indicação de usar uma barra cobreada tipo coperweld, pois estes artigos se baseiam em literatura estrangeira, não levando em conta como são (porcamente) fabricados aqui no Brasil essas barras, com uma mísera camada de cobre adicionada por deposição eletrolítica (que em menos de seis meses estará decomposta!). Use um cano de água de ferro de seis metros de comprimento, daqueles de parede grossa, que os antenistas usam para fazer antenas. Não use canos finos, daqueles chamados “galvanizados”, mas sim aqueles grossos, geralmente zincados a fogo. Esses canos podem ser encontrados com facilidade em ferro-velhos.

Para enfiá-los no solo, cave um buraco com uma cavadeira para facilitar o início. Não jogue sal grosso, carvão ativado ou gel para aterramento, pois esses materiais agridem violentamente o metal, e com uma barra de seis metros isso será desnecessário. Bata a barra no buraco. Se martelar a parte superior do cano, sempre injetando água, ele entra facilmente na terra.

Com um parafuso no cano, conecte uma cinta ou tira larga de cobre e ligue-a numa chapa localizada no shack que permita conexão de aterramento para os chassis de todos os equipamentos, que devem ser ligados todos individualmente a este ponto. Melhor do que usar um fio grosso é usar cinta feita de chapa de  cobre com 3 a 4 centímetros  para diminuir a indutância. Procure consultar um Handbook da ARRL, e procure fazer as ligações da forma como estão lá especificadas.

Com um instrumento chamado megômetro, verifique se o aterramento está correto. Se não conseguir um megômetro, use um multímetro, na posição da menor escala, e verifique se a resistência está abaixo de 10 Ohms . Se quiser simplificar, ligue uma lâmpada incandescente com um pólo na fase e o outro pólo no aterramento, verificando se a mesma acende com brilho (brilho máximo você conseguirá apenas se morar na praia, a beira do mar ou ao lado de um brejo).

Como verificar a estratificação do solo para aterramento:

O colega Caio Paulucci, engenheiro eletrônico com mais de 30 anos de experiência em aterramentos na CPFL nos repassou há algum tempo numa mensagem na lista QRP-BR algumas dicas importantes de como verificar a estratificação do solo para fazermos um aterramento:

“Para um bom aterramento o ideal é fazer uma estratificação do solo, ou seja, é necessário um terrômetro (nada mais é que um ohmimetro que gera uma tensão relativamente alta, cerca de 130 Volts) e no mínimo 5 hastes de 50 centímetros de cobre.

O terrômetro é usado da seguinte forma: colocam-se eletrodos em espaços de 0, 2, 8, 16 e 32 metros, coloca-se um eletrodo de referência em zero metro e liga-se do zero ao eletrodo de 2 metros e anota-se a resistência do solo, depois do zero ao segundo eletrodo há 8 metros e assim por diante…..

Anotam-se os valores e traça-se um gráfico.

A estratificação é feita primeiro na horizontal depois na vertical (em cruz), ou vice-versa, para ver qual a área que apresenta menor resistência; ai escolhe-se os melhores pontos.

O melhor sistema de aterramento dos quais eu já executei e pesquisei é o seguinte:

Usando barras de cobre ou cantoneiras de aço zincado (dessas usadas em aterramento de rede elétrica), são geralmente de 2,44 metros.

Faz-se um aterramento “básico” excelente colocando-se as barras á uma distancia de 3 metros entre uma e outra. Faz-se 2 círculos, um de 60 cm de raio e outro há 3,6 metros de raio (desenho de um alvo , onde o centro é a referência das medidas).

Desenha-se uma cruz nesses dois círculos onde a intersecção dos pontos são os pontos onde devem ser colocadas as hastes ou cantoneiras.

Todos os pontos de intersecção devem ser interligados juntamente com o centro onde está o objeto a ser aterrado, no caso, o mastro.

Quem quiser um terra mais perfeito é só adicionar mais círculos e interliga-los entre si sempre seguindo a regra de 3 metros entre uma haste e outra.

Em terreno arenoso (pior tipo de solo), com um módulo com 3 círculos se obtém uma resistência de aproximadamente 32 ohms, isto melhora à medida que o solo seja mais consistente ou que possua propriedades mais condutoras.

Uma curiosidade que durante minhas pesquisas e testes me surpreendeu é que todo mundo pensa que quanto mais próximo de um córrego ou rio o aterramento melhora, mas isso na maioria das vezes é falho.

As hastes mais longas de 6 a 8 metros são usadas para aterramentos profundos onde será buscada na profundidade do solo uma melhor composição para menor resistência. Sempre usando a “regra dos 3 metros.”

Como funciona o para raios: o sistema de para raios oferece o “melhor caminho” para a descarga elétrica do raio; se o sistema de pára-raios não estiver bem dimensionado ou não tiver manutenção adequada, a instalação de uma antena (juntamente com o cabo coaxial “descendo”) pode vir a oferecer esse “melhor caminho”.

Quando “cai um raio” a corrente “desce” pelos cabos de cobre do para raios e pelo cabo coaxial da antena. Lembrando que um raio é uma descarga de altíssima energia, 0,00001% dessa energia pode ser suficiente para queimar (literalmente) seu equipamento.

Muito pior: uma antena instalada em local errado (por exemplo: mais alta do que o pára-raios) pode vir a funcionar como se ela fosse o pára-raios!! Imagine o que acontece….

Sobre pára-raios existem excelente publicações da própria Embratel. A melhor delas é:

Telecomunicações: Sistemas de Energia
A.Ferreira da Silva e O. Barradas
Embratel
Editora LITEC

Tem tudo que se imagina sobre aterramentos e pára-raios.


A experiência (mais de 20 anos trabalhando com transmissão de dados via RF) me ensinou que um bom instalador de antena coletiva (especialmente de pequenas e antigas empresas) é capaz de instalar uma antena de RF (um AP, p.ex.) com mais de 99% de certeza de “sobreviver” a raios.

Esse pessoal vive disso! Já instalaram centenas de antenas; já viram instalações que “queimam” no primeiro raio e instalações que “sobrevivem” vários anos… sabem, pela prática, o que podem e o que não podem fazer.

Diante de todas essas considerações, o que recomendo:

- A não ser que você resida numa área rural isolada e completamente desprotegida de pára-raios, jamais instale um, pois dificilmente você conseguirá montar um da forma correta com baixo custo (um pára-raios eficiente te custará milhares de dólares!)

- Jamais instale antenas verticais em posições muito altas (até mesmo porque dessa forma elas não terão grande eficiência, devido às perdas de atenuação pelo grande comprimento do cabo coaxial, em regra, 7 dB por 100 metros, no caso do KMP RG-58); da mesma forma, jamais as instale no topo de torres (se observarem as antenas de VHF da polícia e de órgãos governamentais, verão que sempre estão sempre abaixo do topo da torre. O motivo é óbvio: segurança!)

- Adquira o hábito de ao desligar o equipamento, desconectar o microfone e também o conector de antena. Desconectado da antena, o rádio não correrá riscos de ser danificado por um raio (a menos que você caia na besteira de transmitir durante tempestades!). Por que desconectar também o microfone? Para que por descuido você não corra o risco de transmitir sem antena. Simples, não?

Espero ter sido útil!

73,

PY2ADN – Adinei Brochi, ZZ2-0652 (Radioescuta oficial desde 1978)www.py2adn.com

NOTA DA ICOM SOBRE O JAPÃO

Em 11 de março o nordeste do Japão foi atingido por um dos maiores terremotos já registrados no país. A Icom Inc. é uma empresa internacional com sua sede no Japão, e felizmente, não temos conhecimento que alguém da Icom tenha se ferido. Não há danos relatados na sede da ICOM em Osaka ou em qualquer uma das nossas duas principais fábricas em Wakayama. Ambas cidades, Osaka e Wakayama estão localizadas ao sul das áreas mais severamente afetadas. A Icom sofreu alguns danos menores em nossos escritórios de Tóquio e Sendai.

A maioria das instalações Icom e sistemas estão prontos para voltar ao trabalho normal. No entanto, a logística de fornecedores, e as falhas de energia futura afetarão a nossa empresa. É muito cedo para dizer quanto o impacto do sismo e suas conseqüências nos afetarão. Nós apreciamos seu interesse e preocupação com a Icom Inc. e iremos atualizá-lo assim que as informações se torne disponível.

Temos sorte que a maioria da família Icom, sobreviveu a esta crise intacto. Outras famílias não foram tão felizes, e muitas vidas foram perdidas. Doações para as vítimas da catástrofe podem ser feitas através da Cruz Vermelha Americana ou pela Cruz Vermelha brasileira. O Google também disponibilizou uma página sobre a Crise no Japão.


Traduzido e adaptado por Erwin Hübsch Neto, PY2QI do original

segunda-feira, março 14, 2011

ANATEL NÃO ENVIARÁ BOLETOS A PARTIR DE 2011

Acesse abaixo para impressão de boletos e consultas.

http://sistemas.anatel.gov.br/Boleto/Internet/tela.asp

Haiti: Radioamador Brasileiro na Missão de PAZ (ONU) HH2/PY3SB



O Radioamador PY3SB Sergio Bevilaqua Wosniak, Sargento do Exército, é um dos brasileiros que estão no Haiti, integrando a Missão de Paz (ONU), esta trabalhando na CIA DE ENGENHARIA DE FORÇA DE PAZ (BRAENGCOY), deixou o Brasil em 05 de agosto e devera permanecer la até Fevereiro 2011. Sergio levou para o Haiti um ft857d, nas horas de folga entre os trabalhos realizados nesta fase de reconstruçao após o terremoto de janeiro de 2010, atual eleicoes presidenciais e tenta conciliar o tempo entre o contato com a familia, o descanso merecido, e o radio. Agradece a todos radioamadores Brasileiros que conseguiram e aos que tentam manter contato com ele, apesar do ruido S9 causado pelos geradores, tem realizados inumeros contatos com radioamadores de todos continentes. Bom trabalho Serginho,que DEUS os acompanhe nessa brilhante missão humanitária.

NOTA DA LIGA JAPONESA DE RADIOAMADORES


A Japão Amateur Radio League (JARL)Juntamente com o Secretário de relatórios Ken Yamamoto JA1CJP disse que o desastre parece ter resultado em mais de 1.300 pessoas mortas ou desaparecidas.

JARL Regional JA7RL estação HQ está agora envolvida na comunicação de emergência para apoiar a coordenação de salvamento e de socorro.

Ken JA1CJP disse que eles estão usando 7 MHz SSB, 144 MHz SSB / FM e 430 MHz SSB / FM.

A frequencia de 7.043 esta sendo controlada pelo radioamador JR3QHQ que e o gerente da filial de Osaka da JARL.

Ele está reunindo informações sobre a catastrofe, e as divulga no rádio e na internet.

O canal 7.075 é operado pela JL3YSP em Wakayama ocasionalmente. Enquanto a 7.030 kHz é a frequência da JARL para comunicação de emergência, em seu plano de bandas está em uso a JA7RL (JARL estação HQ regional).

O Japão tem 1,3 milhões de Radioamadores e não ha necessidade de comunicação de emergência e ajuda externa, embora esta tenha sido gentilmente oferecida.

Ken JA1CJP disse basicamente que os esforços feitos são puramente voluntários. Não há comunicação de emergência organizada tudo tem sido organizado aos poucos.

sexta-feira, março 11, 2011

JAPÃO EM ESTADO DE DESESPERO E CALAMIDADE TOTAL

A internet já provou que é a campeã na divulgação de informações em tempo real, mas as mídias sociais estão cada vez mais eficientes nesse quesito, superando grandes portais e redes de notícias. E a principal delas é o Twitter, o escolhido para ser o grande comunicador sobre o terremoto e o tsunami que atingiram hoje o Japão.

Apesar de centenas de piadinhas com a tragédia (que estão causando inclusive polêmicas no serviço de microblogging), a maioria dos usuários do Twitter está se solidarizando com as vítimas e permanece engajada em ajudar e divulgar novidades sobre o país. O terremoto de 8,8 pontos na Escala Richter é o maior tremor que atingiu o Japão em sete anos, e o 7º maior na história, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), mas a Agência de Metereologia Japonesa considera este o terremoto mais forte registrado no país.

Seguindo as hashtags #prayforjapan, #tsunami, #japon, #japao ou #jishin (que significa “terremoto”, em japonês), dá para acompanhar as notícias e informações postadas no serviço e ler os comentários de usuários sobre a tragédia. Até o fechamento desta nota, os TTs mundiais eram todos relacionados aos terremotos e tsunamis.

Entre os perfis que estão divulgando notícias sobre o terremoto e suas consequências estão o da jornalista Samantha Shiraishi (samegui), o da repórter Silvia Kikuchi (silviakikuchi) e o da atriz Geovanna Tominaga (getominaga). Já a atriz Daniele Suzuki (danisuzuki) está no Havaí e transmite informações dos preparativos locais para o Tsunami que chegou à costa agora à tarde.

A Google também está atuante e já criou a página de seu Person Finder, serviço já usado no terremoto da Nova Zelândia e do Haiti, especial para o desastre no Japão: japan.person-finder.appspot.com/?lang=en.

As autoridades japonesas estão pedindo a todos que tenham parentes ou amigos no Japão que se comuniquem via web, utilizando serviços como o próprio Twitter e o Skype, para que as linhas telefônicas permaneçam livres para chamadas de emergência.

Para quem desejar informações mais seguras sobre os terremotos, a Embaixada do Brasil em Tóquio atende pelo email comunidade@brasemb.or.jp ou pelo número +81 3 3404-5211.

Mais notícias em ndauer.geek.com.br/blogs/50-geek

Boletos da TFF e CFRP

Para se emitir os boletos anuais da TFF - Taxa de Fiscalização de Funcionamento e da CFRP - Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública não é necessário saber ou ter a senha do cadastro da ANATEL. Basta o CPF e o número do FISTEL, que você tem no último boleto pago.

É só acessar aqui no Portal da LABRE RJ o Menu ANATEL

Ninguém precisa se apavorar ou cuspir fogo como um dragão. É só se comunicar. "Quem não se comunica se trumbica", já dizia o velho Chacrinha. Não tem computador, não sabe fazer?

Peça a uma colega radioamador que ele lhe ajudará, com certeza. Ou quem sabe a LABRE poderá ajudá-lo?
e clicar em BOLETOS e posteriormente IMPRESSÃO DE BOLETOS.

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Motorola Cria Maior Radiocomunicação do Chile

A Motorola implementou na Forestal Mininco, madeireira do Chile, o maior sistema de radiocomunicação com tecnologia Tetra do país latino.

O projeto, que será aplicado a operações da companhia nas regiões de Maule, Bio-Bio e La Araucanía, em uma área de aproximadamente 40 mil km2, compreende a cobertura de radiocomunicação por meio de 14 sítios de repetição, além de uma unidade móvel.

Também inclui 1,6 mil terminais, entre radiobases, equipamentos móveis instalados em veículos e dispositivos portáteis para os trabalhadores.

Tanto o gerenciamento quanto a manutenção do sistema estão a cargo da Motorola.

“O sistema digital trouxe resultados como aumento da cobertura e melhor comunicação entre uma região e outra", conta Eduard von Plessing, engenheiro de Telecomunicações da CMPC, matriz da Forestal. "Precisávamos de uma tecnologia que permitisse abranger, sem interrupções, da sétima à nona região, além de possibilitar o desenvolvimento de aplicações de dados para aumentar a eficiência das operações florestais”, acrescenta.

Conforme o engenheiro, a Motofola foi escolhida por oferecer uma solução planejada para ter alta tolerância a falhas, permitindo a comunicação em uma área abrangente (roaming), entre outras aplicações.

“Esta é a primeira vez na América Latina que combinamos tecnologias de comunicações Tetra e sistemas ponto-a-ponto, a fim de permitir que os 14 sítios instalados se conectem ao longo de uma superfície de 40 mil quilômetros quadrados”, afirma Gabriel Contesse, gerente-geral da Motorola Chile.

Para a instalação, foram necessários processos de migração, reestruturação e treinamento, tanto do pessoal que interage com os sistemas quanto dos equipamentos, que passaram da versão analógica para a solução digital Tetra.

Em uma segunda etapa, o projeto vai adicionar a transmissão de dados e a tecnologia de localização automática de veículos (automatic vehicle location).

Ainda " Prazerozamente Morrendo " Após Todos Estes Anos.

Os rumores da desinformação continuam a grassar entre muitos dos nossos colegas radioamadores quando dizem que “O radioamadorismo está morrendo”, ou então, “Os nossos números estão diminuindo” – geralmente incluindo radioamadores que espalham estas “informações” a todas as novas mídias, às quais inconscientemente reforçam a percepção junto ao grande público de que o radioamadorismo está no caminho do esquecimento.
 
Fato 1: Em 31 de maio de 2010 existiam 691.982 radioamadores ativos e licenciados no banco de dados do FCC. Após uma mudança na maneira com que a FCC procede a estatística dos seus registros, estabelecida em 1997, notou-se que os números atuais representam o maior número de radioamadores licenciados de todos os tempos.

Fato 2: Em 18 de junho de 2010, cerca de 17.000 novas pessoas entraram no ranque dos radioamadores licenciados neste ano. Isto significa 3.000 pessoas a mais, se comparado ao mesmo período do ano passado. (um recorde de novos radioamadores para o primeiro semestre em todos os anos) e 600 pessoas a mais se comparado a todo o ano de 2005.
Mas, todos eles são radioamadores “ativos”?

Poucas semanas atrás, num encontro de radioamadores no Texas, um colega me perguntou para onde eu achava que o nosso hobby se encaminhava. Eu disse que acreditava que o futuro parecia ser brilhante e de que estávamos próximo ao recorde absoluto de novas licenças (eu não tinha à mão nenhuma estatística que comprovasse o que estava dizendo).

“Mas, quantos deles são realmente ativos?”, ele perguntou. Esta é uma daquelas perguntas que custam uns 64 mil dólares pensei e lhe disse “esta resposta depende do que você considera ativo”.

Continuando ele disse “Bem, eu considero que um radioamador ativo é aquele que tem, pelo menos, uma procura na página do QRZ.com por ano, ou seja, quanto mais procuras ele tem, mais ativo ele é”.

Este método é válido, até certo ponto. Um alto número de procuras no QRZ.com indica provavelmente um alto nível de atividade, mais especificamente, indica um alto nível de atividades no HF, para os quais os cartões QSL são comumente trocados. Por outro lado, aquele radioamador que é muito envolvido com seu radio-clube local, participa regularmente das redes do serviço de emergência ou possivelmente ajuda na manutenção da repetidora local, talvez não entre na condição de “procurado no QRZ” e, segundo este critério, não seria um radioamador “ativo”.

Da mesma forma aqueles radioamadores cuja sua principal atividade seja longas conversas diárias no HF ou VHF com  colegas de outras cidades ou países e que não precisam ou não fazem questão de cartão QSL, também não entrariam neste critério.

Também aqueles colegas que se deliciam com suas montagens, projetos e experimentações como sendo seu principal interesse e cujas atividades “no ar” se limitem apenas aos testes de seus aparatos, não concorreriam a este ranque. Estes colegas talvez estejam na ponta daquilo que chamamos de “a arte do puro radioamadorismo”, mas, não serão considerados “ativos”, baseados no número de procuras no QRZ.com.

A FCC adotava um critério para definir quem era ativo ou não e, desta maneira, renovar a licença ou não dos solicitantes. Voltando àquele tempo, o candidato tinha de provar que estava “no ar” por um período mínimo de tempo para obter sua renovação. Era um critério arbitrário com certeza, mas, de qualquer forma era um critério. Este requerimento se extinguiu no final dos anos 70, eu acredito, e desde então a definição de “ativo” tem sido objeto de uma larga discussão. O fato é que, determinar o que é “estar ativo” é muito difícil de mensurar. Mas, porque é tão importante nos debruçarmos sobre estas estatísticas para “aferir a saúde” do nosso hobby? Vamos dar uma olhada em algumas delas.

Esmigalhando os Números

Existe um consenso generalizado de que a chamada “era de ouro” do radioamadorismo foi durante os anos 50 e 60, quando o mercado americano de fabricantes de equipamentos explodiu e dominava o mercado mundial. A tecnologia dos transceptores de estado sólido ainda estava engatinhando e não fazia frente aos valvulados com seus componentes de circuitos discretos, tornando ainda um mercado viabilizado ao cidadão comum que gostava de montar e reparar seus equipamentos. Não havia ainda os processadores de alto ganho, nem mesmo os componentes microscópicos de SMD. Havia componentes reais, válvulas reais para rádios reais e radioamadores reais.

Em 1960, de acordo com as estatísticas da ARRL, havia 227.500 “radioamadores autênticos” nos USA. Vamos assumir que, uma vez que esta era a “época dourada” e que cada um daqueles 227.500 operadores estavam “ativos no ar”,
facilmente atingiriam o então critério da FCC.

Agora vamos olhar os números de 2010, assumindo que estamos vivendo uma era de “decadência” do nosso hobby. Digamos que apenas 1/3 (um terço) dos atuais 700.000 licenciados sejam realmente ativos, seguindo-se o critério atual da FCC. Isto significa 700.000 vezes 0,333….e obtemos…233.100 ou mais de 5000 radioamadores ativos hoje do que havia na totalidade de 1960. Se nós tornarmos estes números um pouco mais realista e assumirmos que apenas 75% dos radioamadores de 1960 eram realmente “ativos” e que somente 50% dos atuais o são (por qualquer definição que você escolha), isto nos daria cerca de 346.000 radioamadores ativos versus 170.625 em 1960, ou aproximadamente o dobro do número de radioamadores ativos hoje em dia se comparados àqueles da chamada “era de ouro”.

Fica claro que o radioamadorismo não está morrendo. Outro fato é de que os “velhos radioamadores” (old timers) haviam previsto a iminente extinção do nosso hobby desde que ele retornou da morte, depois da segunda grande guerra. Ele nunca mais seria o mesmo que fora no passado e os operadores jamais seriam como eles eram nos “velhos tempos dourados”. O radioamadorismo seria aniquilado pelas então novas classes dos Novices e Technicians, operadores da Faixa do Cidadão, Computadores, Celulares, Internet e Redes Sociais. Cada uma destas supostas ameaças tem, de fato, contribuído para a sua vitalidade. 

Vou repetir mais uma vez – em benefício das mais de 100.000 pessoas que adentraram ao nosso hobby nos últimos 4 anos e nunca ouviram meu slogan favorito antes, eu repito “Radioamadorismo: Prazerosamente morrendo por mais de 60 anos”.
Uma grande idéia
Oh! E para todas aquelas crianças que não demonstram o menor interesse no radioamadorismo, este encontro no Texas, na área de Dallas, chamado de Ham-Com, promoveu um dia inteiro de curso para jovens escoteiros conquistarem sua especialidade de Radioamador. Mais de 130 escoteiros se inscreveram no programa e praticamente todos a conquistaram e tiveram uma introdução ao mundo do radioamadorismo, através não apenas de suas lições ou demonstrações, mas também através de suas admissões voluntárias à Ham-Com.

Mais ainda, o comitê da Ham-Com concordou em pagar as taxas de inscrição ao exame de ingresso para cada escoteiro que comprovar obter uma nota de 80% ou superior, por 3 vezes, nos testes on line que a FCC aplica. Quatro jovens rapazes compareceram à Ham-Com com suas documentações necessárias e o requerimento em papel e todos eles retornaram para casa, ao final do dia, como novos radioamadores licenciados. Parabéns a eles e ao comitê da Ham-Com pela brilhante idéia e incentivo. Talvez você se junte a mim e ajude para que o radioamadorismo continue “Prazerosamente Morrendo”, pelo menos, pelos próximos 60 anos.
73, W2VU

terça-feira, dezembro 14, 2010

Código de Conduta do DXista (DX Code)

  • Eu vou ouvir, ouvir e então, ouvir novamente, antes de chamar.
  • Eu chamarei somente se eu puder ouvir de fato a estação DX.
  • Eu nao confiarei no DX Cluster e terei certeza do indicativo da estação DX antes de chamar.
  • Eu não vou interferir na estação DX ou em ninguém chamando e nunca vou sintonizar na frequencia do DX ou no segmento de QSX.
  • Eu vou esperar a estação DX finalizar um contato antes de chamar.
  • Eu vou sempre emitir meu indicativo completo.
  • Eu vou chamar e então escutar por um intervalo daquado. Eu não vou chamar continuamente.
  • Eu não vou transmitir enquanto o operador DX chamar um indicativo que não seja o meu.
  • Eu não vou transmitir quando o operador DX retornar para um indicativo diferente do meu.
  • Eu não vou transmitir quando a estação DX chamar uma região geográfica que não seja a minha.
  • Quando o operador DX me chamar, eu nao vou repetir meu próprio indicativo, a menos que eu ache que ele o tenha copiado incorretamente.
  • Eu ficarei agradecido se e quando eu fizer um contato.
  • Eu vou respeitar meus colegas operadores e minha conduta será de merecer o respeito deles.

ACIDENTE COM AIRBUS MATA 2 RADIOAMADORES !

Semana passada caiu um avião AirBus na Líbia quando ia pousar na capital daquele pais. Infelizmente a bordo estavam 2 radioamadores Sul Africanos, Anton ZS6A e Norbert ZS6ANL que faleceram. No acidente também faleceu Paula e esposa de ZS6ANL. Norbert era muito conhecido por seu grande trabalho de incentivo aos jovens radioamadores e Anton por expedições. Uma grande perda para o radioamadorismo Sul Africano e Mundial. Nossos sentimentos as familias. (Fonte QRZ.COM)

Tecnologia dos anos 70, faixa do cidadão PX

Por PU2POW – Edson Pegoraro.

Neste vídeo, do Discovery Channel, você vai saber porque a Faixa do Cidadão (PX) fez tanto sucesso nos anos 70.

Acesse o vídeo abaixo:

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Nas ondas do radioamadorismo

Comunicadores, que trocam diferentes tipos de informação e até ajudam em tragédias, totalizam 30,8 mil no Brasil.

Parece brincadeira de criança, mas falar e ser ouvido por uma pequena estação de rádio doméstica é o hobby de milhares de radioamadores espalhados pelo mundo. No Brasil, 30.792 têm autorização da Agência Nacional de Tele­­comunicações (Anatel) para operar estações de radioamadorismo. Um contingente de 2.469 pessoas está no Paraná.

“Aqui eu falo com o mundo”, diz Carlito Klein. Ele tem 74 anos de idade e 60 de radioamadorismo. É considerado referência pelos próprios radioamadores de Ponta Grossa, onde há perto de 60 representantes do radioamadorismo. Carlito é filiado às ligas brasileiras e até à americana. Já conversou com autoridades, como o ex-presidente argentino Carlos

Menem e o presidente Hussein, da Jordânia. Tudo isso sem saber. “Eles não me contaram quem eram porque no radioamadorismo não existe presidente nem autoridade, existem só radioamadores”, diz. Carlito comprova os contatos através dos cartões trocados entre os radioamadores.

O inglês é a língua oficial nas transmissões. “Eu falo em alemão porque sou descendente, inclusive, quando eu falo com alguém da Alemanha, eles me perguntam há quanto tempo eu estou de férias no Brasil. O inglês eu fui pegando aos poucos”, comenta Carlito. O colega de radioamadorismo, Valmir Luiz de Mattos, também exercita seu inglês. “Morei seis anos no Canadá e para mim é mais fácil”, acrescenta.

As conversas são norteadas geralmente pelas notícias do cotidiano de seus países de origem e pelas novidades técnicas do hobby. Há cerca de seis anos, alguns radioamadores caíram nos encantos da internet e usam o eco-link para se comunicarem. Trata-se de um programa específico que permite a comunicação por sinais de rádio, mas via rede mundial. Os radioamadores clássicos, como Carlito, não aderiram à novidade. “Não posso usar porque sou filiado à liga americana e ela não permite”, explica. Valmir utiliza o programa. “A propagação é melhor”, sustenta.

Porém a boa e velha telegrafia, que deu início ao radioamadorismo através da comunicação por sons, ainda é ponto de partida para qualquer radioamador. O conhecimento da técnica é exigido para o radioamador classe B (intermediário) entrar na classe A (a principal). Para a classe C, basta uma prova com conhecimentos básicos do funcionamento do rádio e de eletrônica. Todo o segmento é regrado pela Anatel, que aplica provas para a emissão da certificação e cobra taxas anuais de funcionamento das estações.

“A telegrafia é o bicho-papão de muito radioamador”, confirma Carlito, que aprendeu a técnica ainda na década de 50 por também ter sido piloto de monomotor. Para Valmir, a telegrafia deveria ser uma exigência também para os iniciantes, para qualificar o setor.

Tragédias

Os radioamadores usam frequências próprias de comunicação, mas, por terem conhecimento técnico, podem intervir nas on­­das da polícia. Segundo Valmir, isso não acontece. “Não podemos entrar na frequência da polícia, isso não é permitido. Quando é necessário, podemos ajudar nas tragédias”, afirma.

Na enchente do rio Jagua­ri­­catu, em Sengés, em janeiro deste ano, quando cinco pessoas morreram, radioamadores montaram uma estação improvisada no município para possibilitar a comunicação das equipes de socorro. A cidade tinha ficada ilhada e as estações de telefone, alagadas.

Início

Para ingressar no radioamadorismo é preciso obter a licença da Anatel, emitida após uma prova teórica. O próximo passo é comprar os equipamentos. Uma estação básica para um radioamador classe C pode custar menos de R$ 200. Uma estação sofisticada, usual nos Estados Unidos e na Europa, custa até R$ 25 mil.

Além de seguir as determinações da Anatel, é preciso ter uma conduta compatível à função do radioamadorismo, ou seja, não comentar temas polêmicos, como futebol e política durante as transmissões.

José Alves da Silva é o primeiro radioamador do Brasil e do mundo a possuir 32 indicativos de chamada

José Alves da Silva é o primeiro radioamador do Brasil e do mundo a possuir 32 indicativos de chamada. Um radioamador é uma pessoa que se comunica com outras via rádio, chamado de transceptor, o qual recebe e emite sinais e voz de pessoas.

Existem vários modelos de transceptores, eles podem ser portáteis, sendo utilizados em movimento ou até mesmo dentro de um carro. Os que são usados na mão, são chamados de HT, já os de automóveis são conhecidos como rádios móveis e os utilizados em casa, são rádios base.

O radioamadorismo é um hobby muito difundido no Brasil e é sem fim lucrativos. Ele funciona através da vontade de seus radioamadores de se comunicarem com Brasil e com o mundo. Qualquer pessoa, a partir de dez anos, pode ser um radioamador basta estar devidamente autorizado.

Essa autorização é dada pela ANATEL (Agencia Nacional de Telecomunicação), a qual autoriza para aplicar provas a LABRE (Liga de Amadores Brasileiros em Rádio Emissão) entidade que representa legalmente os radioamadores em todo o Brasil . No entanto, para obtê-la precisa antes estudar uma apostila e ser submetido a um teste, o qual haverá uma pontuação mínima exigida para poder se tornar um radioamador.

Após isso, a pessoa deve pagar uma taxa (FISTEL) para poder se comunicar e receber o seu indicativo de chamada, que irá identificá-lo no rádio como um radioamador. Vale salientar que a licença tem prazo de um ano e no término desse período a pessoa deverá refazer o teste.

Aos 42 anos, José obteve o seu primeiro 1º indicativo o “ZZ2 AJA”. E não parou mais, hoje ele possui 32 indicativos (veja todos na tabela abaixo). Isso porque, segundo ele, queria ter um indicativo em cada estado do país e ser conhecido como o 1º radio amador a representar qualquer estado no Brasil. Assim, resolveu ter uma licença para cada estado e das Ilhas

Oceânicas, ficando no total com 32 indicativos diferentes (27 indicativos estaduais e mais cinco das ilhas oceânicas).

Existe no radioamadorismo um certo sistema de classes, elas são exatamente quatro, e são denominadas com A, B, C e D. Para quem está iniciando pertence a D e os mais experientes são da classe A. Essa classe é quando a pessoa se aperfeiçoa e adquire muita prática, para chegar a ela é preciso de vários testes de ascensão. No entanto, o usuário tem direito de sua comunicação com o Brasil e o Mundo. José, chamado no rádio como “Jota Jota”, que tem em

Brasília o indicativo de chamada de PT2JFK, já passou por todas as classes do radioamadorismo. Ele é um radioamador classe A, podendo operar em todas as freqüências de radioamadores e se comunicar com todo o planeta.

“Jota Jota” se comunica com cerca com 15 radioamadores e chega a ficar em média quatro horas diárias se comunicando com o mundo por seu transceptor. “É gostoso o prazer de ouvir e ser ouvido em todo o mundo e fazer amigos” afirma José.
José também possui um outro recorde homologado pelo RankBrasil, o primeiro radioamador no Brasil, e segundo ele, do mundo, a ter 27 indicativos com a mesma seqüência de letras, “JFK”. Ela é usada em todos os estados brasileiros, se diferenciando apenas nas Ilhas Oceânicas. Nenhum radioamador havia feito isso, principalmente porque além de todas as taxas, tem que pagar anualmente para cada um dos seus 32 indicativos.

JFK em qualquer lugar do país é a mesma pessoa. Caso alguém possua um transceptor, em qualquer lugar do país ou do mundo e ouça uma transmissão do Brasil com o sufixo JFK, estará falando com José.

01- ACRE PT8 JFK JOTA JOTA
02- ALAGOAS PP7 JFK JOTA JOTA
03- AMAPÁ PQ8 JFK JOTA JOTA
04- AMAZONAS PP8 JFK JOTA JOTA
05- BAHIA PY6 JFK JOTA JOTA
06- CEARÁ PT7 JFK JOTA JOTA
07- DISTRITO FEDERAL PT2 JFK JOTA JOTA
08- ESPÍRITO SANTO PP1 JFK JOTA JOTA
09- GOIÁS PP2 JFK JOTA JOTA
10- MARANHÃO PR8 JFK JOTA JOTA
11- MATO GROSSO DO SUL PT9 JFK JOTA JOTA
12- MINAS GERAIS PY4 JFK JOTA JOTA
13- MATO GROSSO PY9 JFK JOTA JOTA
14- PARÁ PY8 JFK JOTA JOTA
15- PARAÍBA PR7 JFK JOTA JOTA
16- PARANÁ PY5 JFK JOTA JOTA
17- PIAUÍ PS8 JFK JOTA JOTA
18- PERNAMBUCO PY7 JFK JOTA JOTA
19- RIO DE JANEIRO PY1 JFK JOTA JOTA
20- RIO GRANDE DO NORTE PS7 JFK JOTA JOTA
21- RIO GRANDE DO SUL PY3 JFK JOTA JOTA
22- RONDÔNIA PW8 JFK JOTA JOTA
23- RORAIMA PV8 JFK JOTA JOTA
24- SANTA CATARINA PP5 JFK JOTA JOTA
25- SÃO PAULO PY2 JFK JOTA JOTA
26- SERGIPE PP6 JFK JOTA JOTA
27- TOCANTINS PQ2 JFK JOTA JOTA
ILHAS BRASILEIRAS OU ILHAS OCEÂNICAS
28-FERNANDO DE NORONHA PY0 FJA JOTA JOTA
29-MARTIN VAZ PY0 MJA JOTA JOTA
30-TRINDADE PY0 TJA JOTA JOTA
31-ATOL DAS ROCAS PY0 RJA JOTA JOTA
32-PENEDO DE SÃO PEDRO E PY0 SJA JOTA JOTA

terça-feira, dezembro 07, 2010

A ÁGUA DO MAR PODE SERVIR COMO ANTENA DE RÁDIO

Você Sabia?

A SPAWAR System Center Pacific, organização da marinha americana, descobriu uma forma de utilizar a água do mar como antena de rádio para receber e transmitir sinais a partir da indução magnética.

O processo se dá pelo bombeamento do fluxo de água marítima, vindo de uma corrente, que gera sinais radiofônicos. De acordo com a força da corrente e da consequente altura do jato, estabelece-se o alcance das ondas de frequência de rádio HF, VHF ou UHF.

A simplicidade do design facilita e permite variações no uso. Pode ser utilizada em embarcações militares, pois estas possuem um espaço limitado para as antenas atuais, ou em embarcações marítimas comerciais em situação de emergência ou como backup de antena.

"Navios da marinha americana têm cerca de 80 antenas. Executar a integração entre as elas é um grande desafio, pois elas interferem facilmente entre si. A antena de água do mar foi criada para resolver este problema", disse Daniel Tam, engenheiro da SS Pacific.

Ainda não há previsão de quando essa antena receberá a patente ou será utilizada ou comercializada, mas as pesquisas continuam.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

SDR - Radio definido por software

Por PY2JF – João Roberto S. G. Ferreira

Neste episódio do CRAM TV, uma entrevista com o PY2GN – Willian e PY2DO – Daniel sobre SDR (Software Defined Radio) Rádio Definido por Software. São 57 minutos de conversa, onde explicam o que é e como funciona o SDR. Mostram  também os equipamentos, suas montagens, seus custos e um pouco também da vantagem que essa tecnologia proporciona para quem faz DX. Fiquei impressionado com o SDR, que já está aí desde 2006 mas nem todos o conhecem. São três vídeos de 15 minutos e um de 12 minutos. Rerservem um tempinho para assistí-los, pois vale muito a pena, e não deixem de comentar ou fazer perguntas aos entrevistados, que estão a disposição de todos para discutir o assunto. No final diversos links para que possam se aprofundar mais nessa tecnologia. Os vídeos foram gravados em alta definição (HD) e podem ser vistos em tela cheia, basta escolher a resolução 720p e clicar no ícone de ampliar tela.

Acesse o site abaixo:

146.770MHz Santa Rita do Passa Quatro Retoma as atividades de Radioamadorismo

Por PY2JF – João Roberto S. G. Ferreira

Neste último sábado, 27/11/2010, eu e o PU2LAA – Junior fomos até Santa Rita do Passa Quatro reinstalar a repetidora PY2KSR (146.770Mhz). Ela ficou meses fora do ar para uma revisão geral e ajuste de duplexador. Chegamos ao Morro do Itatiaia por volta das 15h. Nem tudo saiu como esperávamos, pois tivemos problemas com a potência de saída do transmissor  e também com o duplexador. Este último foi ajustado em laboratório e não casou com a impedância da antena. Depois de muito mexe aqui e alí, conseguimos superar os problemas e a repetidora está no ar a todo vapor.

Fizemos testes com vários radioamadores com boas reportagens. Conseguimos contatos com as seguintes cidades (distância):

Aguaí (82Km)
Campinas (150Km)
Casa Branca (55Km)
Descalvado (29Km)
Guaxupé (120Km)
Limeira (98Km)
Mococa (93Km)
Mogi Guaçu (124Km)
Pirassununga (34Km)
Porto Ferreira (12Km)
Ribeirão Preto (78Km)
São Carlos (66Km)
São José do Rio Pardo (83Km)
Vargem Frande do Sul (77Km)

Se estiver no alcance do repetidora (veja mapa abaixo), não deixe de manter escuta para nos ajudar nos testes de desempenho. Deixe seu comentário dizendo o sinal que ela chega, sua cidade e antena que utiliza. Se possível, informe também qual a menor potência que precisa usar para acioná-la. Pelo nossos testes, Campinas, a 150Km,  foi a cidade mais distante com a qual obtivemos contato. Segundo PY2FI – Fábio, ela colocava sinal 6 em sua antena GP6.

Já na volta para Americana (136Km), obtivemos os seguintes resultados:
Até quase chegando em Leme, sinal máximo (9+). Entre Leme e Araras, seu sinal se mantinha forte nas partes altas e variava entre 3 e 5 nas partes baixas. Já em Limeira, quase sem sinal nas partes baixas e um máximo de 5 nas partes altas. Em Americana, chegava no limiar do ruído, mas mesmo assim conseguíamos acioná-la. Isso significa que ela está bem sensível. Acredito que com uma antena externa, não teremos problema em utilizar a repetidora aqui de Americana.

No passado, era comum encontrármos colegas de Franca utilizando a repetidora. Se isso se repetir, um contato entre Campinas e Franca seria possível e a distância das duas extremidades ultrapassaria 300Km.  Nada mal para uma repetidora instalada a 1050m (1000m de altitude + 50 de torre).

Durante essa instalação, levei minha filmadora e gravei todo nosso trabalho. O resultado foi um vídeo de 26 minutos que mostrará como o trabalho se desenvolveu. Dará uma boa idéia aos radioamadores que nunca acompanharam  a manutenção de uma repetidora. Esse vídeo será o episódio 10 do CRAM TV , que irá ao ar no próximo sábado, dia 04/12/2010.

Indicativo:       PY2KSR
Frequência:     146.770MHz
Subtom:             74.4Hz

Está achando sua torre muito alta?

Vejam esse vídeo mostrando a manutenção numa torre com 540m. Depois disso, não vai mais achar que sua torre é alta demais para subir nela.

Acesse o vídeo e confira:

www.youtube.com/watch?v=IT09HY7pDYI

terça-feira, novembro 30, 2010

Primeiros tempos do Rádio

Rádio-90 Anos – Primeiro artigo de uma série de três

O rádio está comemorando 90 anos em todo o mundo. Foi no dia 2 de novembro de 1920 que se inaugurou a primeira emissora oficialmente licenciada, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Vale a pena rever os momentos mais remotos e distantes do nascimento da comunicação sem fio.

As experiências pioneiras foram, sem dúvida, as do escocês James Clerk Maxwell e do alemão Heinrich Hertz, que demonstraram cientificamente a existência e a propagação das ondas eletromagnéticas do rádio, também chamadas de ondas hertzianas.

No final do século 19, uma das experiências pioneiras mais importantes foi a do padre brasileiro, Roberto Landell de Moura, que em 1893 conseguiu transmitir a voz humana, a uma distância de 8 quilômetros, da Avenida Paulista ao bairro de Santana, numa demonstração do que se chamava telefonia sem fio. Landell foi um inventor de talento, mas incompreendido e até perseguido por seus superiores eclesiásticos e  quase dois anos depois, em 1895, o italiano Guglielmo Marconi fez demonstração semelhante. O mesmo inventor italiano conseguiu transmitir um sinal telegráfico que cruzando o Oceano Atlântico, da Inglaterra à Nova Escócia, no Canadá em 1901.

 A primeira emissora de rádio a funcionar com licença governamental no mundo foi a KDKA, inaugurada no dia 2 de novembro de 1920, em Pittsburgh, nos Estados Unidos. Podemos, portanto, comemorar os 90 anos dessa emissora pioneira bem como da própria radiodifusão.

 A KDKA, ao ser inaugurada, pertencia à Westinghouse, indústria fabricante de transmissores e receptores de rádio. Essa emissora de Pittsburgh, que ainda existe e funciona até hoje, pertence à CBS. Fiz até um teste interessante: ouvi-la pela internet. Ela ainda funciona em AM na frequência de 1.020 kHz.

Para algumas pessoas não há plena certeza de que essa emissora de Pittsburgh tenha sido a primeira do mundo. Mas a verdade é que ela foi a primeira rádio licenciada oficialmente para transmitir regularmente nos Estados Unidos e, tanto quanto se sabe, em todo o mundo.

É claro que, antes dela, muitas outras pessoas ou emissoras faziam transmissões esporádicas e experimentais, sendo a mais antiga de 1906, na Califórnia e em outros pontos do planeta.

Há muitos fatos curiosos ligados à história dessa primeira emissora. Ela deu a primeira notícia transmitida pelo rádio sobre as eleições presidenciais norte-americanas, de 1920, em que foi eleito o 29º presidente americano, Calvin Coolidge.

Mais curiosa ainda foi a transmissão integral da primeira luta de boxe pelo rádio, entre os lutadores Jack Dempsey e Georges Carpentier. A luta foi realizada em New Jersey, a mais de 300 quilômetros de Pittsburgh, e o sinal de rádio foi transmitido via linha de teletipo, parecida com uma linha telefônica.

 O rádio no mundo

A expansão do rádio em todo o mundo, a partir de 1920, foi muito rápida. Na Europa, entretanto, o rádio acabou seguindo o modelo estatal, com forte presença estatal e controle governamental das emissoras por razões de segurança. As marcas e cicatrizes da Primeira Guerra Mundial reforçavam a preocupação dos países com a segurança nacional e com os supostos riscos de interferência política e ideológica das emissoras de rádio.

 Mesmo assim, o rádio acabou sendo usado como instrumento de propaganda política e ideológica por diversos países. O caso mais dramático do uso do rádio com objetivos políticos foi o regime nazista na Alemanha, nos anos 1930. Adolf Hitler e seu ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, falavam quase todas as noites para o povo alemão e para o mundo, incitando à guerra, combatendo os países democráticos, os judeus, os EUA, a Inglaterra e a antiga URSS.

 No Brasil, em plena ditadura Vargas, o rádio passou a ser obrigado a transmitir programas oficiais, chapas-brancas, como a velha Hora do Brasil, do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), de triste memória. A Hora do Brasil foi criada em 1935 e que sobrevive até hoje com o nome de A Voz do Brasil.

É claro que o rádio foi utilizado, também, como resposta democrática, nos Estados Unidos, na França e na Inglaterra – em especial pela BBC (British Broadcasting Corp.) – nos anos 1930 e durante a Segunda Guerra Mundial.

Brasil, 1922 

A primeira transmissão de rádio no Brasil ocorreu no dia 7 de Setembro de 1922, quando se comemorava o primeiro centenário da independência do Brasil, com a transmissão do discurso do então presidente da República, Epitácio Pessoa, do Rio de Janeiro, antiga capital, para diversas outras cidades. O discurso feito no Rio de Janeiro foi ouvido na Praça da Sé, em São Paulo, por meio de alto-falantes instalados no centro da cidade. O discurso foi ainda ouvido em Petrópolis e Niteroi. 

A repercussão foi imensa. O jornal A Noite, do Rio, em sua edição do dia seguinte trazia a seguinte manchete “Um sucesso da radio-telephonia e do telephone auto-falante”. O texto da notícia, com a grafia da época, era o seguinte:

“Uma nota sensacional do dia de hontem foi o serviço de rádio-telephone, auto-falante, grande attractivo da Exposição. O discurso do Sr. Presidente da Republica, inaugurando o certamen foi, assim, ouvido no recinto da Exposição, em Nictheroy, Petropolis e em São Paulo, graças á instalação de uma possante estação transmissora no Corcovado e de apparelhos de transmissão e recepção, nos logares acima. Desses serviços se encarregaram a Rio de Janeiro and S. Paulo Telephone Company, a Westinghouse International Co. e a Western Electric Company. Á noite, no recinto da Exposição, em frente ao posto de telephone Público, por meio do telephone auto-falante ,a multidão teve uma sensação inédita. A opera Guarany, de Carlos Gomes, que estava  sendo cantada no Theatro Municipal , foi alli, distinctamente ouvida, bem como os aplausos aos artistas. Egual cousa succedeu nas cidades acima”.

Os responsáveis por essa transmissão pioneira foram Roquete-Pinto e os engenheiros Henrique Morize e Elba Dias, que lideravam o movimento para instalação da primeira estação de rádio do Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.

No Recife, a luta pelo rádio é dos irmãos Moreira Pinto. Movidos exclusivamente pelo idealismo, esses primeiros lutadores fazem tudo o que podem pela radiodifusão brasileira. Como tudo exige recursos financeiros para os  investimentos, sem perspectivas comerciais confiáveis nos primeiros tempos, eles formulavam apelos aos ouvintes para que se inscrevessem como contribuintes-sócios das emissoras, mediante o pagamento “da módica contribuição de cinco mil-réis por mês.”

Além da primeira transmissão de rádio no dia Centenário da Independência do Brasil, os pioneiros Roquete-Pinto, Henrique Morize e Elba Dias criaram e instalaram a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, emissora inaugurada no dia 20 de abril de 1923. Essa rádio tinha um transmissor de apenas 500 watts – ou seja, meio quilowatt – e antena no alto do Corcovado, no ponto onde mais tarde se construiu a estátua do Cristo Redentor.

No entanto, chegou a ser captada e ouvida na Califórnia. A atmosfera terrestre em 1923 era um lago sereno, sem a poluição radioelétrica de hoje. Por isso as ondas de rádio tinham propagação tão fácil e alcançavam tão longas distâncias.

A Rádio Sociedade do Rio de Janeiro exigia o cadastramento de cada ouvinte. E o receptor de rádio só era vendido diretamente a esses ouvintes cadastrados. Só em 1936, os rádios passaram a ser vendidos em lojas no Brasil.

 A expectativa de Roquette-Pinto sobre o rádio era a mais otimista. No dia inauguração da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, ele dizia:

“Todos os lares espalhados pelo imenso território do Brasil receberão livremente o conforto moral da ciência e da arte. A paz será realidade entre as nações. Tudo isso há de ser o milagre das ondas misteriosas que transportarão, no espaço, silenciosamente, as harmonias.

Que incrível meio será o rádio para transformar um homem em poucos minutos, se o empregarem com alma e coração!”

Nas palavras de Roquette-Pinto, “o rádio é o jornal de quem não sabe ler, é o mestre de quem não pode ir à escola, é o divertimento gratuito do pobre”.

Vale recordar que Edgard Roquette-Pinto era médico, antropólogo e professor, mas, acima de tudo, um apaixonado pelo rádio. Nascido na cidade do Rio de Janeiro em 25 de setembro de 1884 e criado numa fazenda em Minas Gerais, retornou ao Rio de Janeiro aos 10 anos com os pais. Aos 21, formou-se em Medicina. Faz diversas viagens aos sertões de Mato Grosso ao lado do então coronel Rondon (Cândido Mariano da Silva), o futuro Marechal Rondon, Patrono das Comunicações do Brasil.

Idealista acima de tudo, ele doou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro ao governo brasileiro, em 1936, mas especificamente ao Ministério da Educação. Durante muitos anos, a emissora se chamou Rádio MEC.